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Manejo de pragas e doenças em viveiros

I. Prevenção proativa (a abordagem mais custo-efetiva, reduzindo a incidência de doenças em 90%)

1. Controle de origem antes do plantio

1)MudasQuarentena: Inspecione cuidadosamente as folhas, galhos e raízes das mudas compradas para eliminar quaisquer que estejam infestados com pragas ou patógenos. Descarte imediatamente quaisquer mudas que apresentem sinais de podridão de raízes, perfurações de insetos ou manchas de mofo. 

2) Desinfecção do Solo: Viveiros com cultivo contínuo e locais de paisagismo estabelecidos são propensos ao acúmulo de pragas e patógenos; portanto:


Expor o solo à luz solar direta (solarização);

Transmita cal viva ou pó de carbendazim para matar ovos de insetos e patógenos da podridão das raízes no solo;

Garanta uma drenagem adequada em áreas baixas ou alagadas para minimizar doenças radiculares.

3) Plantio Racional:

Evitar plantio denso ou consorciação de espécies incompatíveis; garantir espaçamento adequado para permitir ventilação adequada e penetração de luz;

Evite plantar uma única espécie de árvore em áreas grandes e contíguas para limitar a proliferação generalizada de infestações de pragas.

4) Fertilização de base adequada:

Use apenas fertilizantes orgânicos totalmente decompostos; o estrume cru pode abrigar pragas subterrâneas e provocar o apodrecimento das raízes.


2. Medidas Preventivas na Manutenção de Rotina

1) Manejo de água e fertilizantes: O excesso de fertilizantes nitrogenados torna os galhos e a folhagem macios e fracos, tornando-os altamente suscetíveis a pulgões e oídio. Aplique fertilizantes de fósforo e potássio de forma equilibrada para aumentar a resistência inerente das mudas a pragas e doenças. O alagamento é o principal gatilho para o apodrecimento das raízes e do caule; garantir que as valas de drenagem sejam limpas imediatamente após as chuvas. 2) Saneamento do Viveiro/Cinturão Verde: Remova regularmente folhas caídas, galhos mortos, ervas daninhas e frutas caídas, pois estes servem como locais de hibernação para ovos de insetos e patógenos; conduza uma limpeza abrangente do local durante o inverno. 3) Poda Racional: Desbastar galhos fracos ou doentes/infestados de pragas do interior da copa para melhorar a ventilação e a penetração da luz; aplique um selante de feridas nos cortes de poda para evitar a entrada de patógenos. 4) Proteção de barreira física: Utilize redes à prova de insetos ou enrole os troncos das árvores com fita adesiva (para impedir que pragas, como cochonilhas e pulgões, subam nas árvores); durante o inverno, aplique uma camada de cal nos troncos das árvores para proporcionar efeitos fungicidas e inseticidas, bem como proteção contra escaldaduras solares. II. Classificação e controle de pragas comuns de mudas

(I) Pragas Subterrâneas (Alimentam-se de raízes; mudas jovens são altamente suscetíveis à murcha e morte)

Pragas representativas: cutworms, larvas brancas, grilos-toupeira, wireworms. Danos: Cortar as raízes e caules das mudas jovens, resultando em lacunas no plantio e na mortalidade das mudas. Medidas de controle:


Misture grânulos de phoxim no solo durante o preparo do terreno;

Colocar iscas envenenadas (farelo de trigo + inseticida) à noite para atrair e matar pragas;

Inundar o campo com água para afogar as larvas;

Aplique tiametoxam como solução para raízes.


(II) Pragas perfurantes e sugadoras (alimentam-se de seiva, transmitem patógenos e induzem fuligem)

Pragas representativas: pulgões, ácaros vermelhos, cochonilhas, moscas brancas, cigarrinhas. Sintomas: As folhas enrolam, ficam amarelas, ficam cobertas de melada e caem prematuramente. Medidas de controle:


Pulgões e moscas brancas: Pulverize com imidaclopride ou acetamipride;

Ácaros da aranha vermelha (prevalentes em climas quentes): Pulverize com abamectina ou etoxazol; certifique-se de que as superfícies superior e inferior das folhas estejam cobertas;

Insetos escamados (cascas duras dificultam o tratamento): Aplique mistura de cal e enxofre durante a limpeza do jardim de inverno; durante o período vegetativo, aplicar buprofezina, concentrando a pulverização nas fendas dos galhos e do tronco.


(III) Pragas Comedoras de Folhas (Devoram a folhagem, levando ao enfraquecimento do vigor da árvore)

Pragas representativas: Webworms de outono, Loopers, lagartas de lesmas, rolos de folhas, mariposas proeminentes. Sintomas: As folhas estão danificadas ou completamente arrancadas até as nervuras; pilhas de excrementos de insetos se acumulam sob as árvores. Medidas de controle:


Os pesticidas são mais eficazes durante os estágios larvais iniciais: Use benzoato de emamectina, cipermetrina ou clorantraniliprole;

Remover manualmente ninhos de insetos e massas de ovos;

Use armadilhas luminosas à noite para atrair e matar mariposas adultas. (IV) Pragas que perfuram o tronco (perfuram o tronco, esvaziam o xilema, levando à morte de árvores maduras)

Pragas representativas: besouros Longhorn, besouros metálicos chatos de madeira, mariposas carpinteiras. Sintomas: Presença de furos no tronco; extrusão de maravalhas e excrementos; murchamento de galhos. Medidas de controle:


Físico: Sondar furos com fio de aço; inserir bolas de algodão embebidas em inseticida nos furos para selá-los;

Químico: Injetar Clorpirifós ou Tiaclopride nos furos ou aplicar como spray de tronco;

Preventivo: Aplique uma camada de cal no tronco para reduzir a postura de ovos por insetos adultos.


III. Doenças comuns em mudas de viveiro e seu controle

1. Doenças de Raiz (Alta incidência em mudas transplantadas)

Podridão da raiz, amortecimento, murcha repentina. Fatores contribuintes: Alagamento, compactação do solo, mudas portadoras de patógenos, plantio profundo. Sintomas: escurecimento e deterioração do sistema radicular; murchamento de folhas tenras; descolamento de raízes quando as mudas são arrancadas. Medidas de controle:


Controlar o alagamento e melhorar a aeração do solo;

Mergulhe as raízes em solução de Carbendazim ou Hymexazol durante o transplante;

Irrigar as parcelas afetadas com Hymexazol ou Metalaxil.


2. Doenças Fúngicas Foliares

Oídio, mancha preta, antracnose, mancha foliar. Período de alta incidência: Alta umidade e condições abafadas, pouca ventilação. Sintomas: Manchas brancas nas folhas, manchas pretas a marrons, desfolha extensa. Medidas de controle:


Podar para melhor ventilação e evitar retenção prolongada de umidade nas superfícies das folhas;

Preventivo: Aplicar Mancozeb; Para infecções ativas: aplique difenoconazol, tebuconazol ou tiofanato-metil.


3. Doenças de ramos e troncos

Doença de podridão, gomose, cancro. Fatores que contribuem: Danos por geada, queimaduras solares, feridas de poda, fraco vigor da árvore. Sintomas: rachaduras na casca, exsudação de goma, escurecimento e deterioração do tecido da casca. Medidas de controle:


Melhorar as práticas de manutenção para aumentar o vigor das árvores e evitar lesões mecânicas;

Raspe o tecido deteriorado da casca e aplique a mistura de Humate de Cobre ou Enxofre de Cal;

Aplique película protetora nos troncos durante o inverno e o verão. 4. Aplicação Integrada de Quatro Principais Estratégias de Controle

1. Controle Físico (Verde e Livre de Poluição)


Remoção manual de ovos de insetos, folhas e galhos doentes;

Uso de armadilhas adesivas amarelas para atrair pulgões e moscas brancas, e armadilhas adesivas azuis para atrair tripes;

Uso de lâmpadas inseticidas para atrair mariposas adultas;

Caiação de troncos de árvores e aplicação de fitas adesivas barreira contra insetos.


2. Controle Biológico (Priorizado em Viveiros e Jardins Paisagísticos)

Liberação de inimigos naturais: Joaninhas para controlar pulgões, Vespas Trichogramma para controlar mariposas;

Agentes biológicos: Matrine, Azadirachtin, Beauveria bassiana e Bacillus thuringiensis (Bt) – adequados para mudas jovens e plantas com flores.


3. Controle Químico (Supressão Rápida de Pragas; Aplicação Padronizada)

Momento de aplicação: Mais eficaz contra pragas durante os primeiros estágios larvais e contra doenças durante a fase inicial de aparecimento;

Técnica de pulverização: Garantir cobertura uniforme nas superfícies superior e inferior das folhas, bem como nas fendas dos galhos e troncos; evitar a aplicação de pesticidas durante as altas temperaturas do meio-dia;

Rotação química: O uso prolongado de um único pesticida leva à resistência; alternar entre diferentes fungicidas e inseticidas;

Precauções de segurança: Evite o uso de pesticidas em alta concentração durante o período de floração para evitar fitotoxicidade e queda prematura das flores; use concentrações mais baixas ao tratar mudas jovens.


4. Controle Cultural (Estratégias Fundamentais e de Longo Prazo)

Densidade de plantio racional, drenagem oportuna, limpeza completa do jardim no outono e inverno, fertilização balanceada, poda moderada e cultivo rotativo em viveiro.


V. Pontos-chave para o manejo sazonal de pragas e doenças

Inverno (Período de Dormência - Época Crítica para a Limpeza Anual do Jardim): Limpe todo o jardim de galhos secos e ervas daninhas; borrife mistura de cal e enxofre para erradicar ovos de insetos e patógenos durante o inverno; caiar troncos de árvores; podar galhos doentes e infestados de pragas.

Primavera (período de brotamento - início da atividade de pragas): foco na prevenção de pulgões, ácaros vermelhos e doenças de manchas foliares; aplicar fungicidas e inseticidas nas zonas radiculares das mudas recém-transplantadas; borrife fungicidas protetores para prevenir doenças foliares.

Verão (calor e umidade elevados – época de pico para surtos de pragas e doenças): Priorizar o controle de pragas comedoras de folhas, besouros longhorn, ácaros vermelhos, antracnose e podridão radicular; garantir a drenagem oportuna; aplique pesticidas de manhã cedo ou tarde da noite para evitar altas temperaturas. Durante o outono (em preparação para a hibernação): remova as folhas caídas e aplique inseticidas e fungicidas para reduzir as populações de pragas durante a hibernação; suplemento com fertilizantes de fósforo e potássio para restaurar o vigor das árvores e aumentar a resistência a doenças.


VI. Pontos-chave para prevenir lesões por herbicidas/pesticidas

Não aumente arbitrariamente a concentração de agentes químicos;

Ao misturar vários agentes químicos, realize primeiro um teste de pulverização em pequena escala;

Reduzir ou evitar a aplicação de produtos químicos em períodos de alta temperatura e luz solar intensa, quando as mudas estão em flor ou quando os novos brotos estão tenros;

Se ocorrer chuva logo após a aplicação, pulverize novamente com uma solução de baixa concentração assim que o tempo melhorar.



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